1º Rali d’Angra marca um novo rumo da modalidade na Terceira

Está apresentada a primeira edição do Rali d’Angra, no caso também a 46º da “série” Ilha Lilás, que será a sexta prova do campeonato açoriano (CAR) em 2025, bem como a quarta a pontuar para o (muito) competitivo Troféu de Ralis de Asfalto Açores-Silva Peças (TRAA).

Foi no bonito auditório do Centro Interpretativo de Angra do Heroísmo que o Terceira Automóvel Clube (TAC) e a Câmara Municipal (CMAH) levantaram o véu sobre um evento há muito aguardado.

No ano em que o clube comemora meio século, e no andamento dos 491 anos da elevação a cidade do burgo angrense, que é património mundial desde 1983, autarquia e TAC selaram um acordo de cooperação inédito, válido para quatro temporadas.

Isso mesmo foi destacado pelo vereador Paulo Lima (CMAH), que engrandeceu o papel daquele emblema no cenário desportivo açoriano, bem como os seus projetos, como entidade de referência, pelo que a autarquia aceitou o desafio do TAC, “e aqui está o que esperamos seja o primeiro de muitos ralis d’Angra”, apontou.

Já Paulo Silveira, presidente da entidade organizadora da prova, disse “estarem reunidos todos os ingredientes para um grande rali, num novo rumo para a modalidade”, sublinhando que “a Câmara de Angra percebeu os benefícios do desporto automóvel, ao contrário da Direção Regional do Turismo, que se pôs de fora em 2025, no que toca às provas do TAC”.

Assim mesmo, o dirigente conferiu “o muito trabalho feito para oferecer novidades e qualidade, que só se conseguem graças a uma equipa extensa de colaboradores que gostam do clube e a um leque de entidades que nos apoiam sempre”, frisou.

Representando o Governo Regional, o Diretor Regional do Desporto, Ricardo Matias, lembrou a índole “regional” das organizações do TAC, este ano com três provas a contar para o CAR – duas na Terceira e uma na Graciosa -, “o que aconteceu pela primeira vez”.

E ainda confirmou “que a qualidade é um elo comum a essas várias provas, de uma modalidade que, em termos de público, só se pode comparar às touradas à corda, em termos de afluência de espetadores, mas também na sua vertente económica”.

Coube a Filipe Rocha, diretor de provas do clube da Avenida Jácome de Bruges, desvendar a estrutura da prova, não sem antes enfatizar o papel de “todos os nossos colaboradores. Essas pessoas é que são verdadeiramente o TAC”, afirmou.

Assim, na sexta-feira (dia 26), o regresso de uma clássica, com passagem dupla pelos 5,14kms das Veredas, intercalada com a animação da Super Especial Terauto 40 anos (1,84kms), que repete o traçado corrido em abril, numa opção que é uma novidade absoluta e se saúda.

Para sábado (dia 27), a já conhecida Arrochela (6,5kms) e, ainda pela manhã, novidades para os lados da Serreta (6,73kms), com uma classificativa que recupera parte do antigo troço e termina na Estrada Regional. De tarde, Cinco Ribeiras (6,95kms) e Miradouro (13,8kms), uma rápida tirada, que será também a Powerstage do rali. Todas a correr por duas vezes, em pouco mais de 82 quilómetros ao cronómetro, com cerca de metade para as contas do TRAA.

 

Texto: DI-Desporto



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