Clássicos passearam pelo São Martinho

Nem toda a gente entende o gosto de preservar coisas antigas, desde casas, obras de arte ou objetos do dia a dia. E muitos menos automóveis, cujas necessidades de manutenção, acrescidas das agruras provocadas pelo nosso clima, fazem muitas vezes despender pequenas fortunas.

Daí que o proprietário de um carro clássico seja, naturalmente, alguém especial. Alargando-se o leque aos colecionadores, esses sim, verdadeiros benfeitores da história automóvel, cada um com as suas preferências, mas todos certamente com o mesmo gosto.

Serve a introdução para enaltecer mais um Passeio de Clássicos às mãos da respetiva seção do Terceira Automóvel Clube, desta feita sob o mote de se comemorar o São Martinho, com a especial referência a recordar um percurso (ver caixa) que é também um bocadinho das memórias do nosso automobilismo.

Vai daí, e num domingo meio cinzento, mais de duas dezenas de elegantes viaturas ligaram Angra do Heroísmo à Serreta, onde desceram ao Farol, para na Rampa de que falamos, disputarem uma pequena prova de Regularidade. Com mais ou menos sucesso, todos eles fizeram a sua subida, tendo cabido ao bonito VW Carocha de Vitor Garcia a melhor aproximação ao tempo ideal.

Pelo caminho, e antes do almoço na Mata da Serreta, ninguém ficou indiferente à passagem da pequena caravana, cujos contrastes se podem resumir entre o Morris Minor da família Gonçalves e o Nissan Patrol “reboque” com que Mestre Avelino Rocha passeou os netos com um sorriso.

Sim, porque também a boa disposição costuma ser transversal a esta coisa dos carros antigos, sendo assunto de conversa constante o trabalho para os apresentar de forma impecável. E há mais umas quantas dezenas nesta Terceira de Jesus. Que se espera possam também estar no próximo ajuntamento. Até lá!



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